segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

The Life and Times of Tim


O personagem central da série, Tim, é um cara que, por mais bem intencionado que seja, só se fode. A série mostra episódios da vida dele que o levam a se afundandar em roubadas e situações constrangedoras.

Uma das melhores coisas da série é jeito cínico que Tim usa pra encarar as situações ou pra explicar pra namorada as merdas em que ele se mete. Por exemplo, ao explicar pra ela como ele foi parar no programa 60 minutos por ter sido estuprado por um mendigo.

"The Life and Times of Tim" é assumidamente baseado no tipo de comédia que fazem Larry David (Seinfeld, Curb Your Enthusiasm) e Ricky Gervais (The Office UK, Extras), mestres do humor constrangedor.

A série de animação, exibida na HBO americana no final de setembro do ano passado ( no brasil o canal começou a exibir a série em novembro), foi criada pelo publicitário Steve Dildarian, que ficou famoso como autor da campanha dos sapos da Budweiser.

Por causa do projeto da Bud e dos tipos de trabalho que se seguiram à esse, Dildarian passou a estudar animação e acabou se aventurando a fazer ilustrações e dublagens. Dessa experiência toda surgiu o curta "Angry Unpaid Hooker", ilustrado e animado por ele e pela diretora de arte Leynete Cariapa.

O curta acabou ficando famoso, foi premiado e rendeu ao autor o convite pra explorar mais o personagem e fazer uma série pra HBO.

O primeiro episódio de "The Life and Times of Tim" é completamente baseado no curta, com alguns elementos a mais pra estender o episódio e deixar a situação ainda mais constragendora.

A série tem 10 episódios com duas estórias em cada. O desenho é tosco e pouco expressivo e a ausência de trilhas deixa boa parte da expressão por conta das dublagens, que são muito boas (o prórprio Steve Dildrian dubla Tim e ele acredita que a série funcionaria até como um programa de rádio, devido ao nível das dublagens), e por conta do roteiro, que é muito bem escrito.

Steve Dildarian declarou que há interesse da HBO em produzir mais uma temporada. Espero que role.

Infelizmente ainda não fizeram legendas para a série.
Link para os torrents dos episódios.

Quem quiser conhecer um pouco da série antes de baixar, pode ver uns clipes no site da HBO, aqui ou no canal youtube oficial da série aqui.

Para assistir os episódios online clique aqui.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Little Otik - Otesánek


Se vc é como eu, que adora um filme surreal e diferente, não pode deixar de baixar esse conto de fadas gore! Little Otik (Tchecoslováquia - 1996) é  sobre um casal que não pode ter filhos, então enlouquecem. O marido esculpe um bebê a partir de uma raiz de árvore e a esposa cuida da mesma como se fosse uma criança de verdade. Ela fica obcecada com isso e até chega a simular uma gravidez para que toda a vizinhança acredite que ela deu mesmo à luz e não deixa que ninguém o veja... Até que a tal raiz cria vida! O que o casal nao esperava é que Otesánek começasse a ter estranhos comportamentos, a começar pelo enorme apetite, que chega a ser insaciável. Ele de fato não é um bebê comum. Ele é uma raiz de planta.

I'm sorry, legendas somente em Inglês.




A primeira postagem ninguém esquece




Tá legal gente, o título desse post é um chavão, mas é a mais puta, ops, pura verdade. Fui convidada por Willie Caolho e Captain Blood para ser donzela do cabaré que eles frequentam (como bons piratas que são) e a incrementar o conteúdo deste humilde blog. 

Me sinto lisonjeada em contribuir! 

Au revoir mon chéris e ma chéries! ^^


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Slumdog Millionaire


Danny Boyle, o diretor escocês de filmes como Cova Rasa e Trainspotting , é completamente imprevisível. Depois do sucesso mundial desses filmes, os dois primeiros longas da carreira do diretor, Danny Boyle teve carta branca dos grandes estúdios de hollywood para fazer o projeto que quisesse.

Com o mesmo roteirista (John Hodge) e o mesmo produtor (Andrew MacDonald) dos filmes anteriores ele acabou fazendo A Life Less Ordinary , uma comédia esquisita que acabou sem sucesso de público ou de crítica. Apesar disso ele continuou a fazer filmes autorais, mas nenhum deles teve grande expressão. Só agora, depois de 12 anos e 6 longas, ele conseguiu superar o sucesso de Trainspotting (que teve uma indicação ao Oscar), considerado a sua obra-prima.


Slumdog Millionaire, o último longa do diretor escocês, lavou a égua. Levou os 4 Globos de ouro para os quais foi indicado (foi o grande vencedor da noite) e foi indicado à 10 estatuetas do Oscar. O filme, que no Brasil vai se chamar "Quem Quer Ser Milionário?", tem estréia prevista para 6 de março, com pré-estréias a partir de 20 de fevereiro, aqui no país.

Caso raro entre os filmes que ainda nem entraram em cartaz nos cinemas brasileiros, o longa já tem uma versão pra download. Saiu em release de dvd screener (pirataria do DVD que os produtores enviam aos críticos). A versão tem qualidade legal e vale pra quem quer ver logo e não é tão purista.

O filme é realmente bom e tem a marca forte do estilo narrativo do Boyle. Cortes rápidos e câmera ágil, no melhor estilo da geração "cinema independente". A fotografia é foda também e aproveita bem as cores fortes da Índia pra dar o tom das cenas.

Não vou contar muito do que se trata o argumento, mas o "Show do Milhão" indiano que o título indica é só o pano de fundo pra contar a estória fudida de dois irmãos das castas mais pobres (que tem uma pitada de Forrest Gump) e, de brinde, mostrar a evolução econômica da Índia nos últimos vinte anos.


O filme é interessante pra caralho por mostrar um mundo desconhecido pra muitos ocidentais e por homenagear BollyWood, a maior indústria de cinema do mundo. Aliás a cena dos créditos finais é uma daquelas cenas musicais clássicas dos filmes indianos, com todo mundo fazendo coreografia.

E a Globo ainda vai pegar carona no sucesso do filme! Coincidentemente a emissora acabou de lançar uma novela com tema indiano. Com certeza o canal vai torcer pro filme bombar nas salas brasileiras.

Eu sou fã do Danny Boyle e vi quase todos os filmes dele desde Cova Rasa. Não acho que esse seja os melhor trabalho dele, mas geralmente os filmes premiadíssimos e sucesso de público não são os melhores mesmo.

Pra quem é fã também eu recomendo (além de Cova Rasa e Trainspotting, é claro) o 28 Days Later e o Sunshine.

O primeiro é um tipo de releitura dos filmes de zumbi, só que no caso os zumbis são humanos infectados com um super vírus da raiva. Fodaço!!!! Não deixem de ver o final alternativo que tem no dvd, bem melhor do que o que foi pro corte final.

O Sunshine é o filme espacial do Boyle. Tem pitadas de 2001, Alien, e Solaris (a versão do Soderbergh). Se o roteiro pode acabar desagradando a maioria por conta de alguns furos, o filme vale pelas referências e pela estética que é do caralho.

Link pro torrent do Slumdog Millionaire.
Legendas em português disponíveis no Legendas.tv

Errata: O amigo Luciano Ramos, do blog Cinema Falado, apontou um erro no meu texto. O Danny Boyle não é escocês e sim inglês. Eu poderia simplesmente alterar o texto, mas pra não fica 1984 demais eu preferi postar essa errata. Valeu Luciano!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

THE ACT FO SEEING WITH ONE´S OWN EYES (1971)






Para espectadores altamente curiosos ou com sérios problemas psicológicos aí vai o clássico ,do símbolo do cinema experimental Stan Brakhage, que além de passar a vida experimentando com a linguagem cinematográfica produziu essa obra que é um desafio ao estômago.


“The Act of Seeing With One's Own Eyes” , (em português: O ato de se olhar pelos próprios olhos) foi filmado no necrotério de Pitsburgh e não contém nenhum tipo de som, o que talvez tenha sido um ato de consideração de Brakhage com o público, pois se já é difícil assistir a somente imagens de um médico retirando órgãos internos de um cadáver, imaginem com som ambiente.
Isso mesmo, o filme mostra graficamente três autópsias sendo realizadas , sem cortes de edição porém com muitos cortes de bisturí.



O título é uma referência a palavra AUTÓPSIA que vem do grego “ver pelos próprios olhos”. Em uma de suas frases mais celebres Brakhage sintetiza o conceito de cinema experimental : “Há filmes que são feitos para ninguém.”



Stan Brakhage morreu em 2003 e apesar de ser considerado “picareta” por muitos , lecionou história do cinema por mais de 30 anos e foi o mais prolífero diretor do cinema experimental com quase 400 trabalhos publicados que tem durações que variam de 5 segundos a 4 horas de duração.

“The Act of Seeing With One's Own Eyes” tem apenas 31 minutos de duração mas a maioria dos espectadores não chegará ao terceiro minuto.

Quer emoções fortes? Baixe por sua conta e risco!

PS: Se você ,de alguma maneira, se sentir sexualmente estimulado(a) durante o filme, procure ajuda psiquiátrica imediatamente.

LINK P/ TORRENT

terça-feira, 16 de setembro de 2008

JOHN´S NOT MAD (1989)


Lançamento exclusivo. O CORSÀRIO apresenta à vocês o primeiro TORRENT disponível na NET de uma dos mais cultuados documentários de todos os tempos. E que ainda vem com um bônus: Legendas em português produzidas por nada mais, nada menos do que CAPTAIN BLOOD, seu criado.


“John´s NOT Mad” (John não é louco) foi produzido pela BBC em 1989 e narra a trajetória de John Davidson, um garoto escocês de 16 anos que sofre de um caso extremo de síndrome de Tourette.

Caso você nunca tenha ouvido falar nessa síndrome, Tourettes é um distúrbio neurológico que causa tiques , espasmos e ,em casos mais graves ,causa o portador a falar palavrões descontroladamente. E caso você já tenha ouvido falar mas achava que era a lenda, é só conferir.

“John´s NOT Mad” tem caráter expositivo e é extremamente informativo . Conta com entrevistas interessantes, como a do respeitadíssimo neurologista Oliver Sacks , e trata de maneira científica , dos sintomas e problemas relacionados à síndrome, que em casos extremos como o de John, podem causar muito sofrimento.

Mas apesar de nunca ter tido o intuito de ser uma comédia, o documentário passou a ser cultuado por sua tragicomicidade.Por mais sério e científico que seja, é impossível não rir de John gritando palavrões aleatóriamente enquanto ele e sua mãe tentam fazer compras no supermercado. Para piorar, o garoto fala com o mais hilário sotaque escocês , e é muito figura.

Esteja então preparado para uma mistura de humor e culpa e aprecie esse que já foi considerado um dos 50 melhores documentários de todos os tempos.
ENJOY YOUR GUILTY LAUGHING!

PS: No momento em que escrevo esse post eu sou o único SEED desse torrent, então por favor tenha paciência com a baixa velocidade de download, ou com prováveis interrupções.
Mas não desista pois pretendo semear permanentemente!

LINK P/ TORRENT (com legenda em português)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

4 LUNI, 3 SAPTAMîNI SI 2 ZILE (2007)


PALMA DE OURO no Festival de Cannes de 2007 entre uma porrada de premios muito merecidos.

Escrito e dirigido pelo jovem diretor romeno Cristian Mungiu , “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” tem um toque de “Cinema Veritè” numa ficção que foge bastante do padrão “drama dos oprimidos” recorrente no cinema do leste europeu (e brasileiro, diga-se de passagem).

Abaixo vai um fragmento do texto de Marcelo Hessel que elabora isso muito melhor do eu:
“Há pelo menos três anos o cinema romeno vem ganhando espaço internacionalmente - cuja maior vitrine é o festival francês de Cannes. Em 2005, Cristi Puiu levou o Un Certain Regard por A Morte do Senhor Lazarescu. Corneliu Porumboiu ganhou o Camera D'Or (para cineastas estreantes) em 2006 por A leste de Bucareste. Essa nova geração de cineastas alcançou o reconhecimento máximo quando 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptamini Si 2 Zile), de Cristian Mungiu, levou a Palma de Ouro no ano passado.
Senhor Lazarescu e A Leste de Bucareste, assim como outros exemplares do cinema local, como California Dreamin' e Como Festejei o Fim do Mundo, são comédias com toques de drama histórico. Nestes filmes, é por meio do riso que os romenos aliviam as suas dores. Já o filme de Mungiu é um drama pesado, pesadíssimo por vezes. Há um único momento de humor, negro, que envolve uma refeição de fígado, carne de porco e cérebro empanado, mas se eu explicar a piada estrago o filme.”


O que me impressionou foi como Mungiu consegue a proporção equilibrada do drama sem precisar utilizar recursos dramáticos elaborados ou personagens complexos. Tudo é feito de uma maneira seca e factual deixando tensão natural da situação surgir gradativamente até o ponto de ruptura.

De certa forma, o sufocamento psicológico dos personagens acaba remetendo à história recente da Romênia, mas isso fica totalmente á cargo de quem vier a elaborar pois o tema do filme não é de maneira nenhuma explicitamente político.

GRANDE FILME! PALMAS DE OURO PARA MUNGIU!!

LINK P/ TORRENT